Europa

Maioria absoluta do partido de Macron e abstenção histórica nas legislativas em França

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O partido do presidente francês Emmanuel Macron, juntamente com o MoDem, conseguiu recolher a maioria absoluta na assembleia francesa, ocupando 351 lugares dos 577 que compõem o hemiciclo. Da mesma forma que a maioria absoluta obtida por Macron é uma das maiores da V República, o índice de abstenção foi também histórico, com cerca de 57% dos eleitores franceses a não se deslocarem às urnas.

O principal derrotado foi o Partido Socialista, que dos 284 lugares conquistados em 2012 apenas conseguiu garantir 29. “Uma derrota incontestável” admitiu o primeiro secretário do partido, Jean-Christophe Cambadélis, antes de apresentar a demissão após derrota da sua candidatura.

A aliança da direita, Os Republicanos e UDI, conseguiram eleger 131 deputados, tornando-se assim na principal força da oposição no parlamento.

Jean-Luc Mélenchon, com o partido França Insubmissa, conseguiu obter 17 deputados e o Partido Comunista, 10. Mélenchon já anunciou que irá constituir um grupo parlamentar, mas referiu a inclusão dos comunistas na sua intenção.

A extrema-direita com a Frente Nacional recolheu oito lugares no hemiciclo, não podendo constituir um grupo parlamentar para o qual são necessários no mínimo 15 deputados.

Segundo alguns analistas franceses a maioria absoluta, “esmagadora”, do partido de Macron, A República em Marcha!, e a histórica abstenção são um cocktail político complexo que poderá ser traduzido por uma contestação social significativa, face à reforma das leis laborais pretendida por Emmanuel Macron.

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