Magrebe | Sahel | Segurança

Chegada de novos recrutas jihadistas põe em causa estabilização da Líbia e segurança na região

estado-islamico

Têm diversas nacionalidades, chechenos, afegãos, tunisinos, argelinos, sudaneses, mauritanos, mas um denominador comum: prosseguir a jihad e instaurar a Charia (Lei islâmica).

O Estado Islâmico na Líbia não dá qualquer sinal de se vergar à determinação da Comunidade Internacional que pretende neutralizar a organização. Uma resistência complexa pois necessita de um forte apoio logístico e humano.

No plano humano, chegam cada vez mais novos recrutas à Líbia. Mais de uma centena foram registados esta semana, segundo uma fonte fidedigna. São chechenos, afegãos, tunisinos, argelinos, sudaneses, mauritanos fortemente motivados para prosseguir a guerra.

Nutrindo um ódio visceral contra os ocidentais, este jihadistas vêm reforçar as células já presentes nas localidades de Ganfouta, Souk Al-Hout, Tripoli, Derna e de Sabrata.

Precisamente em Sabrata está baseado o principal centro de treinos e doutrinamento dos migrantes com afinidades com o mundo da jihad que tem as suas bases nas capitais europeias. A mais próxima está na cidade maltesa de La Valette, que se dinamiza graças às receitas do narcotráfico.

Estes novos recrutas chegam também para reforçar as ramificações jihadistas que já atingem as regiões sul dos países limítrofes à sub-região do Sahel. Tenede, Tenere e até mesmo Ghat albergam células cujos chefes foram formados nas fileiras do exército líbio no tempo de Kaddafi. Entre estes chefes está Ighlis que tomou as rédeas da brigada de Tende, composta maioritariamente por jovens tuaregues reputados pela grande experiência no manuseamento de armas.

A beneficiar também com a chegada dos novos recrutas está um próximo de Abdelwahab Al Qaid, irmão de Abu Yahia al-Libi, igualmente muito presente no universo jihadista local. As suas relações com o norte do Mali, e particularmente com a direção do MNLA, permitem-lhe agir para além do seu perímetro operacional tradicional.

No Senegal, Costa do Marfim e Gâmbia estão estabelecidas células do Estado Islâmico cujos dinamizadores promovem treinos na Líbia. Com este intercâmbio operacional, ataques contra interesses ocidentais no continente africano não podem ser excluídos. Particularmente durante a Copa de África das Nações (CAN) que decorre no Gabão e que está a ser amplamente mediatizada no continente.

KR

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo