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Líbia: Combatentes do Estado Islâmico regressam do Egito e reorganizam-se em Sirte

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Após uma retirada que durou vários meses, a organização terrorista Estado Islâmico renova as forças e reestrutura-se na cidade de Sirte, onde tem uma grande fonte de simpatizantes.

De acordo com fontes no terreno, este movimento radical chefiado de Abu Bakr al Baghdadi voltou a ocupar terreno e está prestes a conquistar novos locais estratégicos.

Uma ação que se tornou possível após o regresso do Egito de várias dezenas de jihadistas que aí encontraram refúgio depois dos revezes militares face às forças do marechal Khalifa Haftar.

“Voltaram às dezenas para Sirte e a sua presença é visível. No Egito, sararam as feridas após a derrota frente às tropas de Haftar, reforçadas pelo apoio externo, que os encurralou. Mas aprenderam a lição e finalmente optaram pelo caminho do regresso para continuar a sua jihad contra os seus oponentes de sempre”, disse um combatente de Fajr Libya.

Os dois atentados, numa igreja copta de Tanta no delta do Nilo e outro face a uma catedral em Alexandria, que fizeram cerca de 30 mortes, para além das dezenas de feridos, foram meticulosamente preparados antes de se decidirem a voltar a Sirte. Desta cidade situada na costa mediterrânica do país serão preparados outros atentados contra os seus países alvo, referiram as mesmas fontes.

“O regresso dos jihadistas fiéis ao Estado Islâmico constitui um enorme perigo para a região e para a bacia norte do mediterrâneo. A permanência no Egito valeu-lhes alguns sucessos, pois conseguiram estabelecer novos contactos e dar força a um leque de relações que se estende até aos confins do continente asiático. O Egito é hoje um depósito de jihadistas”, referiu um combatente de uma katiba estabelecida em Tripoli.

No entanto, um chefe de katiba de Oubari, contactado pelo telefone, alertou que “todos os grupos que se opõem a Haftar e à sua política diabólica e ditatorial são qualificados pelas potências ocidentais de perigosos terroristas. Eu contesto vigorosamente esta designação que ora beneficia a al Qaeda, ora o Estado Islâmico”.

RN/KR

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