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Líbia: Milícias multiplicam ofensivas pelo controlo de zona petrolífera

Libye
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As forças do Fajr Libya (Amanhecer Líbio), uma coligação composta de variadas milícias islâmicas que participaram na destituição do coronel Muammar Kadhafi em 2011, lutam há uma semana contra as forças do marechal Khalifa Haftar para garantir o controlo do da estratégia zona petrolífera.

Algumas milícias deste braço armado optaram por não participar nesta ofensiva que mergulhou o país num caos total. É o caso das milícias de Radaa, uma brigada salafista de Abderaouf Kara, assim como a de Ghniwa al Kikli e as de Haytham Tajouri.

As forças amazighes (berberes)  tal como Al Quwa al Saadissa (designada como a 6ª força) também distanciaram-se para se concentrarem na procura de um desfecho favorável ao conflito.

Mas tal não é o caso de outras milícias, na sua grande maioria de origem árabe, que privilegiaram uma solução armada para a crise, como as brigadas de Misrata, Zliten, Al Khoms, Mislata, Tarhouna, Ghariane, Zaouia, Ouled Slimane e também Saraya Difaa Benghazi sob as ordens de Mustapha Charkfi.

As forças melhor armadas do país, com núcleos muito fortes em Tripoli e em Misrata, agem sob a proteção do governo de salvação nacional de Khalifa Ghoweil, e do ministério da Defesa, próximo do governo de união nacional de Fayez al Saraj.

Se por um lado algumas fontes próximas da Karama acusam  Fajr Libya de ter recrutado para as suas fileiras elementos próximos de Al-Qaeda e da Salafia Al Jihadia, não é menos verdade que a sua influência junto do povo líbio tem vindo a decrescer à medida que o conflito segue o seu curso.

As tímidas relações iniciadas em Tripoli para reaproximar fações opostas já dão sinais de um novo fiasco.

Apelos à intervenção das forças da ONU e da União Europeia emanam da sociedade civil da Líbia que tem registado um êxodo massivo em direção à vizinha Tunísia, na tentativa de abandonar as zonas de combate.

«Lançamos um apelo às forças internacionais, tais como a Organização das Nações Unidas e à União Europeia no sentido de usarem da sua influência para porem um termo a esta situação. Continuamos na procura de uma solução apropriada mas o ódio e os interesses políticos sobrepõem-se sempre a qualquer outra consideração » disse um cidadão de Tripoli.

RN/KR

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