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Líbia: Tropas de Khalifa Haftar e forças salafistas acusadas de purga étnica

Haftar
Khalifa Haftar

As forças do marechal Khalifa Haftar bombardeiam desde esta segunda-feira as localidades de Sadra, Ras Lanouf, Hraoua assim como a base aérea de Houne que abriga combatentes provenientes do sul, do centro e de oeste da Líbia. A localidade de Ghot Chaal é neste momento palco de violentos confrontos entre as forças de Haftar e forças opostas.

Enquanto isso, outra violenta guerra segue o seu curso, tendo como palco a capital do país, Tripoli. Os bairros de Al Andalous e Rixos foram ocupados pela Jamaa Salafia apoiada pelas forças de Ghniwa al Kikli, de Abderaouf Kara, e Haitham al Tajouri.

Estes bairros foram ocupados às forças amazighes (Berberes) apoiadas por Thuwar Misrata (combatentes de Misrata) que acabaram por capitular, em combates que causaram mais de 30 mortos e dezenas de feridos.

Segundo o testemunho de habitantes locais, na noite desta segunda-feira as forças ocupantes prenderam dezenas de jovens com idades inferior aos 20 anos, enquanto cafés, casas particulares e alguns estabelecimentos comerciais foram alvo de pilhagens pelos combatentes da Jamaa Salafia, que avança para outros bairros de Tripoli.

Ao telefone um combatente amazigh, revelou que os combatentes salafistas envergam uniformes das tropas líbias (Al Jaych Alibye) “para assim conseguirem ludibriar a opinião pública nacional e internacional”.

“Lutaremos até ao último sopro. Estamos a ser alvo de uma purificação étnica por parte do marechal Khalifa Haftar e dos salafistas, apoiados logisticamente pela Arábia Saudita, que lhe fornece o armamento, e cujos jurisconsultos consideram Haram (impura/ilegal) a existência das nossas forças de resistência” disse o combatente amazigh.

RN/KR

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