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ONU insta o Exército Nacional da Líbia a investigar as execuções sumárias de prisioneiros

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As Nações Unidas instaram esta terça-feira, o Exército Nacional Líbio (LNA), que controla a parte oriental do país, a investigar execuções sumárias de prisioneiros, demonstrando preocupação pelo destino dos que ainda estão detidos.

“Estamos profundamente preocupados com o fato de que, após os recentes combates em Benghazi, pessoas detidas por membros do Exército Nacional da Líbia, que efetivamente controlam a Líbia oriental, podem estar em risco iminente de tortura e até mesmo de execução sumária”, declarou a porta-voz dos direitos humanos da ONU, Liz Throssell.

Os relatórios sugeriram o envolvimento das Forças Especiais, uma unidade ligada ao LNA, “de torturar detidos e executar sumariamente pelo menos 10 homens capturados”, acrescentou Throssell.

O exército nacional da Líbia anunciou em março passado que levaria a cabo investigações sobre alegados crimes de guerra, mas não divulgou informação, disse a porta-voz da ONU. “Instamos o LNA a garantir que haja uma investigação completa e imparcial sobre essas alegações”, sublinhou.

Throssell também apelou à suspensão de Mahmoud al-Werfalli das suas funções de comandante de campo das Forças Especiais, enquanto decorrem as investigações.

Um vídeo que circulou nas redes sociais em março, mostrou que al-Werfalli alvejando três homens que estavam ajoelhados de frente para uma parede com as mãos amarradas nas costas, disse Throssell.

Em junho, dois outros vídeos pareciam mostrar execuções sumárias realizadas por combatentes do LNA sob as ordens de al-Werfalli.

“Um desses vídeos, que surgiu no dia 9 de junho, mostra quatro homens ajoelhados com as mãos amarradas atrás das costas, a serem executados a tiro enquanto al-Werfalli observa”, referiu Throssell.

“O último vídeo, que foi publicado nas redes sociais este mês, parece mostrar os combatentes do LNA, agredindo e provocando prisioneiros, enquanto aparentemente se ouve al-Werfalli acusando dois homens com as mãos amarradas, de pertencerem a grupos terroristas”, apontou a responsável.

O LNA recusou comentar as imagens.

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