Magrebe

Oposição marroquina acusa “Estado Oculto” pela morte de activista

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O Partido da Justiça e Desenvolvimento, principal partido islamista de Marrocos, acusa o Al-Makhzen – o denominado “Estado Oculto”- de ser o responsável pela morte ontem de um activista no grupo Hirak Rif, depois de ter entrado em estado de coma após ter sido ferido numa manifestação na cidade de Al-Hoceima a 20 de Julho.

O Al-Makhzen é uma denominação utilizada para identificar personalidades influentes no Reino que ocupam posições em vários ministérios e são próximos do Palácio Real, e que tomam decisões importantes fora das instituições representativas como o Parlamento.

Em comunicado, o Partido da Justiça e Desenvolvimento afirma que “a 20 de Julho, o activista Emad Al-Atabi participou numa marcha pacífica que exigia os direitos básicos para uma vida digna, mas viu-se como algo directo das forças de repressão que o assassinaram”.

Desde Outubro de 2016, Al-Hoceima e outras cidades marroquinas no norte do país têm sido palco de protestos populares que exigem o desenvolvimento da região e a luta contra a corrupção.

O partido pede ao Estado para levantar imediatamente o que descreve como “manifestações de militarização”, em referência à forte presença policial na cidade de Al-Hoceima.

O Ministério Público marroquino anunciou ontem que as investigações ao caso da morte de Emad Al-Atabi, de forma a determinar as circunstâncias e as causas de morte.

Pelo menos 250 pessoas estão detidas a aguardar julgamento pela participação nas manifestações de Al-Hoceima.

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