Magrebe | Segurança

Responsável da segurança reconhece que 1.623 marroquinos integraram organizações terroristas

The director of the Central Bureau of Judicial Investigations, Abdelhak Khiame, gestures during an interview with The Associated Press at his headquarters in Sale near Rabat, Morocco, Tuesday, Jan. 5, 2016. Khiame says it was his country that put French and Belgian police on the trail of the network behind the Paris attacks that killed 130, and likely spared more lives by pinpointing the location of the man considered the main organizer, holed up outside the French capital. (AP Photo/Abdeljalil Bounhar)
Abdelhak El Khiam

Abdelhak El Khiam, director do serviço central de investigações judiciárias (BCIJ) em Marrocos, confirmou que 1.623 marroquinos integraram as fileiras de organizações terroristas, particularmente do Estado Islâmico. Destes, 400 morreram e 78 regressaram a Marrocos, onde têm sido sujeitos a interrogatórios.

Segundo Abdelhak El Khiam, com base nas informações obtidas durante os interrogatórios e a cooperação com os serviços de informações Ocidentais permitiu, entre outros exemplos, localizar e neutralizar o terrorista Abdelhamid Abaaoud, apontado como um dos estrategas dos atentados de Paris.

Durante uma entrevista ao canal France24, o director do BCIJ avançou também que cerca de uma centena de elementos armados da Frente Polisário integraram as fileiras da organização terrorista Estado Islâmico.

“A região do Sahel está infestada de organizações terroristas e redes criminosas (…). Depois das ofensivas no Iraque e na Síria, o Daech (acrónimo árabe de Estado Islâmico) tentou implantar-se no norte de África, tendo conseguido na Líbia”, disse Abdelhak El Khiam à France 24, reafirmando a necessidade de “reforçar a cooperação regional” na luta contra os grupos terroristas.

Referindo a estratégia de Marrocos na luta antiterrorista, o director do BCIJ explicou que a política securitária de Rabat está baseada em “ataques preventivos” que permitem desmantelar células terroristas antes que estas passem à acção.

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