Crise | Médio Oriente

Crise em Gaza pior do que no rescaldo do conflito de 2014

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Um estudo publicado esta terça-feira pela OXFAM, revela que o impacto da crise de eletricidade em Gaza, que gera difícil acesso aos serviços básicos, é pior do que o sentido no rescaldo da guerra de 2014. Quatro meses desde o início da crise da eletricidade, petróleo, serviços de saúde e salários, a população está novamente a entrar numa crise, cujos efeitos estão a ser mais devastadores do que os sentidos no conflito que durou 50 dias, em 2014. Esta crise está a afetar a população, principalmente no acesso a serviços básicos, como água potável e saneamento.

O diretor da Oxfam no Território Palestiniano Ocupado e Israel, Chris Eijkemans, afirma que acrise deve acabar já e libertar a população dos riscos iminentes, como é o caso da propagação de doenças, devido aos escassos serviços que se encontram a funcionar. E sublinha que depois da guerra de Gaza em 2014, 50 por cento dos tratamentos de esgotos já não operavam. Atualmente, não nenhum se encontra a funcionar. Em agosto de 2014, 900.000 pessoas necessitavam de água potável e condições de saneamento básico, e hoje o número chega aos 2 milhões. Relativamente ao acesso à eletricidade acrescenta, muitas pessoas em Gaza vivem com cerca de duas horas por dia.

A recente escalada do conflito fez com que Israel decidisse reduzir a energia em Gaza em 40%, o que perfaz as duas horas por dia de eletricidade disponível.

Atualmente, a OXFAM não tem nenhuma missão no país. Por isso, para mostrar solidariedade, lançou esta terça-feira uma campanha nas redes sociais, em parceria com agências palestinianas, na esperança de lançar um alerta à comunidade internacional.

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