Médio Oriente

Há cerca de 7 milhões de pessoas à beira da fome no Iémen

On 12 May 2017 at the Sab'een Hospital in Sana'a, Yemen, a child with severe diarrhoea or cholera receives treatment.Over 69,559 suspected cases of diarrhea have been reported so far across Yemen with 578 deaths as at 1 June 2017.  In the last 24 hours alone, the numbers of suspected cholera cases have gone up from 65,300 to over 69,559 across Yemen. An average of 1100 children suffering from acute watery diarrhea are reporting to health facilities every day for the past two weeks across the war-torn country. In the last four weeks, the disease has claimed at least 578 lives of which nearly 40 per cent are children.  The collapse of the water and sanitation system, barely functional hospitals and cash stripped economy means that 27.7 million Yemenis are staring at an unforgiving humanitarian catastrophe. There is a shortage of doctors and nursing staff, many of whom haven’t been paid for months as well as a shortage of medicines and IV fluid.  UNICEF has flown in three aircrafts carrying over 41 tons of lifesaving supplies including medicines, oral rehydration salts, diarrhea disease kits, intravenous fluids that will treat over 50,000 patients. Over one million people across the country have been reached by disinfecting water tanker filling stations, chlorinating drinking water, disinfecting groundwater wells, cleaning water storage reservoirs at public and private locations, providing household water treatments and distributing hygiene consumables kits.

O Iémen está a atravessar uma das piores crises humanitárias do mundo com 7 milhões de pessoas à beira da fome e 2,3 milhões de crianças menores de cinco anos desnutridas.

Segundo as Nações Unidas, dois terços da população do Iémen precisa de assistência humanitária, o que representa cerca de 7 milhões de pessoas à beira da fome e 2.3 milhões de crianças, menores de cinco anos, desnutridas. O país enfrenta uma das piores crises humanitárias do mundo.

A agência da ONU para Assuntos Humanitários (OCHA) entrevistou algumas das 407 famílias alojadas no acampamento para deslocados nos arredores da cidade de Khamir, a pouco mais de 100 km da capital, Sanaa, e divulgou a lista das seis necessidades mais urgentes.

Segundo a ONU, a necessidade mais urgente é a possibilidade de viver com dignidade. O acesso a água potável, a serviços de saneamento básico e higiene, a hospitais e clínicas, são outros dos pontos que se destacam da lista divulgada pela ONU. No Iémen, a cólera já matou quase 2 mil pessoas até julho deste ano.

Os especialistas afirmam que o futuro de toda uma geração está em risco, pois a cada 10 minutos morre uma criança. A ONU lança assim o alerta para um país em crise no qual, segundo a agência, a realidade destes números poderia ser evitada.

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