Crise | Médio Oriente

Iémen regista 23.500 casos de cólera e 242 mortes em três semanas

colera no iemen

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em apenas três semanas, 23.500 pessoas foram contagiadas pelo surto de cólera que assola o Iémen, das quais 242 morreram.

A agência de saúde da ONU avançou nesta sexta-feira, que no último dia foram registados no Iémen, 20 mortes de cólera e 3.460 casos suspeitos, num país onde dois terços da população estão à beira da fome.

“A velocidade do reaparecimento desta epidemia de cólera não tem precedentes”, declarou o representante da OMS para o Iêmen, Nevio Zagaria, a repórteres em Genebra, por telefone do Iêmen, alertando que um quarto de milhão de pessoas poderia ficar doente até ao final do ano.

A cólera é uma infeção bacteriana altamente contagiosa propagada através de alimentos contaminados ou água.

Controlar a doença é particularmente complicado no Iémen, onde dois anos de guerra devastadora destruíram mais de metade das instalações médicas do país.

Zagaria afirmou que os trabalhadores humanitários não têm acesso a algumas partes do país e que o número de casos suspeitos de cólera pode ser muito maior do que o registado.

Zagaria salientou ainda que muitos dos profissionais de saúde no país há sete meses que não recebem remuneração. A agravar a situação, os cortes na eletricidade impedem o bom funcionamento das estações de abastecimento de água, assim como os esgotos estão danificados. “A população utiliza fontes de água contaminadas”, disse.

O responsável disse que as agências das Nações Unidas estão a envidar esforços para criar “um plano de emergência de resposta à cólera nas próximas 48 horas”, com o objetivo de aumentar drasticamente o número de centros de tratamento e centros de reidratação.

O responsável alerta também para a necessidade de financiamento para ajudar as autoridades do Iêmen a fazer nas reparações necessárias nas infraestruturas. “A propagação da doença é muito grande e precisam de apoio substancial, em termos de reparação do sistema de esgoto, tratamento e cloração das fontes de água. Sem esforços substanciais para deter a propagação da doença, “o preço que pagaremos em termos de vida será extremamente elevado”, reforçou.

O conflito no Iémen matou mais de 8 mil pessoas e feriu cerca de 40 mil desde março de 2015, segundo a OMS.

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