Médio Oriente | Segurança

Nações Unidas alertam para o aumento das mortes de civis em Mossul

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Várias crianças que tentavam escapar de Mossul foram mortas a tiro pelos militantes da organização terrorista Estado Islâmico, relatou o departamento de Direitos Humanos das Nações Unidas na passada quinta-feira, alertando também para o aumento do número de mortes civis na cidade.

O mesmo departamento diz estar ainda a investigar relatórios de 31 de maio que dão conta da morte de 50 a 80 pessoas na sequência de um ataque aéreo cuja autoria não é ainda conhecida.

A morte dos civis que tentavam fugir de Mossul ocorreu em al-Shifa nos dias 26 de Maio e 1 e 3 de Junho, acrescentou.

“Relatórios credíveis indicam que mais de 230 civis morreram na tentativa de abandonar Mossul desde 26 de Maio, das quais 204 apenas nas últimas três semanas”, avançou o departamento.

As forças do governo iraquiano reconquistaram a parte este de Mossul em janeiro e começaram a tentar recuperar o restante território controlado pelo Estado Islâmico na zona ocidental da cidade a 27 de Maio, onde se encontram cerca de 200.000 pessoas em condições difíceis.

Na semana passada a polícia iraquiana deu conta da morte de pelo menos sete civis em Zanjili, Mossul. Mas um jovem disse à Reuters que tinha sido ferido quando um ataque aéreo atingiu um grupo de 200 a 250 civis que recolhiam água, porque um combatente do Estado islâmico estava escondido entre eles.

As Nações Unidas referiam que as mortes em Zanjili foram devidas a um ataque aéreo e que a organização estava a investigar o sucedido. “A morte de civis, bem como ataques intencionalmente dirigidos a civis, são crimes de guerra”, sublinhou.

As forças sírias apoiadas pelos Estados Unidos lançaram esta semana uma operação para ocupar Raqqa, a cidade onde a organização terrorista declarou ser a sua capital.

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