Médio Oriente | Segurança

Tropas iraquianas anunciam “libertação” de Mossul

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Após três anos de ocupação e nove meses de intensos combates, o exército iraquiano anunciou a vitória das forças governamentais contra a organização terrorista Estado Islâmico (EI) em Mossul, segunda cidade iraquiana.

Apesar do anúncio, o grupo Estado Islâmico mantém ainda algumas “bolsas de resistência” na cidade, estando os jihadistas cercados pelas forças governamentais, assim como controla ainda parcelas importantes do território iraquiano.

A ofensiva para a reconquista de Mossul foi lançada em 2016 pelas forças armadas iraquianas, fortemente apoiadas pela coligação liderada pelos EUA. No sábado um general norte-americano já anunciara que a vitória da batalha de Mossul era iminente.

A tomada da principal cidade no norte do Iraque, Mossul, não significa todavia o fim da guerra contra o EI que ainda controla vários territórios no Iraque e no leste da Síria, onde o seu principal bastião, Raqqa, está cercado por forças apoiadas pelos EUA.

A multiplicação das derrotas no EI na Síria e no Iraque pode levar centenas de jihadistas estrangeiros a regressarem aos seus países de origem e aí perpetrarem atentados, numa tentativa de estenderem a guerra do médio Oriente, criarem uma frente de combate externa e fragilizarem a opinião pública dos países empenhados no combate ao EI, tal como já alertaram vários serviços de segurança europeus.

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