Crise | Médio Oriente

Turquia leva a tribunal 486 suspeitos de tentativa de golpe de estado

erdogan

Teve início ontem, terça-feira, o julgamento de 486 pessoas pela alegada participação no golpe de Estado falhado de julho de 2016 na Turquia. Os suspeitos enfrentam, entre outras, acusações de violação da constituição, tentativa de assassinato do presidente Recep Tayyip Erdogan, tentativa de derrubar o governo da Turquia, formação de um grupo terrorista e homicídio.

Entre os suspeitos está Fethullah Gülen, o religioso islâmico exilado nos Estados Unidos, que o Governo turco acusa de ter organizado o golpe, o ex-comandante da força aérea, general Akin Öztürk, e ainda os civis Adil Öksüz e Kemal Batmaz, considerados os cérebros civis do golpe. Seis dos suspeitos, incluindo Öksüz e Gulen, estão foragidos ou exilados, e serão julgados in absentia.

O processo tem mais de 6.000 páginas, e a justiça turca pede prisão perpétua para 45 dos suspeitos.

Na tentativa do golpe morreram cerca de 300 pessoas e o governo de Erdogan declarou estado de emergência em todo o país que vigora até hoje e sob o qual as autoridades prenderam ou despediram dezenas de milhares de funcionários públicos, membros das Forças Armadas e do ramo judicial.

Foi na sequência da tentativa de golpe que a Turquia realizou um referendo constitucional, em abril passado, para alargar os poderes do Presidente no regime turco.

 

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