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Austrália pondera negar passaportes a pedófilos

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Indivíduos que já foram condenados por pedofilia podem ver os seus passaportes negados na Austrália, no que é uma iniciativa pioneira a nível mundial.

A proposta, que deverá ser apresentada ao parlamento, vai proibir indivíduos condenados por abuso sexual de viajar para o estrangeiro.

O ministro da justiça, Michael Keenan, prevê que a medida deverá afetar cerca de 20.000 condenados que já cumpriram pena mas que permanecem sob vigilância das autoridades.

“Nunca nenhum país tomou uma medida tão forte e decisiva para que os seus cidadãos não pudessem viajar para países mais vulneráveis”, referiu.

De acordo com o governo australiano, cerca de 800 condenados por abuso sexual de menores viajaram para fora do país no ano de 2016.

Cerca de 3.200 condenados nunca poderão abandonar o país uma vez que permanecerão no registo das autoridades durante toda a vida.

Esta proposta surge com a campanha do Senador independente, Derryn Hinch, que durante muito tempo defendeu leis mais rígidas para estes criminosos sexuais.

Hinch comentou que “Uma pessoa vai a Bali, a Phnom, a Siem Reap e vê um australiano de meia idade, caucasiano, com uma criança local – estas pessoas não vão a estes locais para se bronzear”.

No ano passado, o australiano Robert Andrew Fiddes Ellis, foi condenado a 15 anos de prisão por ter abusado sexualmente 11 raparigas na Indonésia.

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