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Musa Cerantonio detido pelas autoridades australianas

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Musa Cerantonio, um pregador islâmico australiano que inspirou numerosos combatentes estrangeiros para se juntarem a grupos jihadistas na Síria, foi um dos cinco australianos suspeitos de atividades de apoio ao Estado Islâmico (EI) que a polícia australiana deteve no início deste mês, conforme noticiado aqui, quando se preparavam para iniciar uma viagem de barco para a Indonésia, primeira etapa de uma viagem que, supostamente, acabaria na Síria.

De acordo com o Centro Internacional para o Estudo da Radicalização (CIER), Cerantonio é uma das “autoridades espirituais” islâmicas mais influentes da anglofonia e com mais peso na emigração de ocidentais para a Síria e para o Iraque .

Cerantonio vivia em Melbourne na casa da sua mãe não-muçulmana sob vigilância policial e não podia deixar formalmente o país, pois o governo australiano confiscou o seu passaporte. Antes de ser preso, Cerantonio correspondia-se com grupos jihadistas através das redes sociais, onde exaltava ao assassínio de líderes norte-americanos e louvava os jihadistas na Síria.

Robert Cerantonio, nome de nascimento, nasceu numa família católica irlandesa e converteu-se ao Islamismo quando tinha 17 anos de idade e é um aficionado da história islâmica.

Cerantonio tem estado tranquilo nas redes sociais desde que voltou para a Austrália. Em janeiro de 2016, a imprensa revelou que mantinha uma conta Instagram sob um pseudónimo depois de publicar uma foto de si mesmo no Vaticano a segurar uma bandeira negra a dizer em árabe “Não há Deus senão Alá e Maomé é o mensageiro de Alá”.

Em abril de 2016, ele teria 127 seguidores no Instagram e seguia 178 contas, na sua maioria pertencentes a apoiantes do EI.

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