Oceânia

Número três do Vaticano acusado de pedofilia rejeita acusações

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George Pell

O cardeal George Pell, que dirige a Secretaria da Economia do Vaticano, foi acusado, esta quinta-feira, de crimes de abuso sexual de menores na Austrália e intimado a comparecer em tribunal dentro de dias. O número três do Vaticano nega “vigorosamente” as acusações.

George Pell, de 76 anos, “afirmou estar ansioso por apresentar-se em tribunal”, onde vai “negar vigorosamente todas as alegações”, e limpar o seu nome, indicou a arquidiocese de Sydney, num comunicado emitido em nome do cardeal.

Segundo as autoridades australianas são várias as queixas apresentadas contra o clérigo, relacionadas com alegados abusos cometidos nos anos 70. “É importante sublinhar que nenhuma das alegações contra o cardeal Pell foi ainda comprovada em tribunal”, realçou o comissário-adjunto da polícia aos jornalistas.

As acusações contra o cardeal Pell surgiram na sequência de uma investigação sobre a resposta de instituições na Austrália a abusos sexuais contra menores. ​Pell​ foi ouvido três vezes no âmbito da investigação e reconheceu, ​em 2016, que a Igreja cometeu “enormes erros” ao permitir que milhares de crianças fossem violadas por padres, admitindo ter falhado ao acreditar frequentemente nos padres em detrimento das vítimas que alegaram abusos.

George Pell é o mais alto membro do Vaticano a ser formalmente indiciado por crimes relacionados com abuso sexual de menores.

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