África Subsaariana | Crise | Médio Oriente | Mundo

ONU apela a ações para evitar a fome que ameaça 20 milhões de pessoas em todo o mundo

fome-somalia

O Conselho de Segurança da ONU, apelou na quarta-feira, às partes em conflito no Iémen, na Somália, no Sudão do Sul e no nordeste da Nigéria para que permitam o acesso à ajuda humanitária e exortou os países a doar mais dinheiro para evitar a fome que ameaça 20 milhões de pessoas.

Num comunicado redigido pela Suécia, o conselho expressou “profunda preocupação de que os conflitos e a violência em curso tenham consequências humanitárias devastadoras e prejudiquem uma resposta humanitária efetiva a curto, médio e longo prazo, pelo que, são uma das principais causas da fome” nestes quatro países.

“O Conselho de Segurança exorta todas as partes do Iémen, do Sudão do Sul, da Somália e do nordeste da Nigéria a tomar medidas urgentes que permitam uma resposta humanitária mais efetiva”, refere o comunicado, citado pela Reuters.

Em fevereiro passado, as Nações Unidas apelaram a doações no valor 4,9 mil milhões de dólares, para combater o que chama de maior crise humanitária desde que a organização foi formada, há mais de 70 anos, mas a porta-voz da ONU Stephane Dujarric informou que apenas foi recebido 51% desse montante.

“Estes quatro contextos são muito diferentes, mas têm uma coisa em comum: todos eles são afetados por conflitos, todos eles são provocados por ação humana e o acesso humanitário é dificultado pelo conflito em curso”, declarou aos jornalistas Carl Skau, embaixador da Suécia para a ONU.

A declaração também lança um apelo ao secretário-geral da ONU, António Guterres, para que informe o Conselho de Segurança sobre os impedimentos assinalados para responder ao risco de fome no Iêmen, no Sudão do Sul, na Somália e no nordeste da Nigéria e fazer recomendações sobre como superar quaisquer obstáculos.

O Iémen tem estado envolvido em conflito durante vários anos com os rebeldes Houthi aliados no Irão numa luta contra as forças do governo iemenita apoiadas por uma coligação militar liderada pela Arábia Saudita.

O Sudão do Sul mergulhou na guerra civil em 2013, depois de o presidente Salva Kiir ter destituído o seu vice Riek Machar, enquanto no nordeste da Nigéria, o grupo islamita Boko Haram visa militares e civis.

A Somália tem estado em guerra desde 1991, quando os senhores de guerra destituíram Siad Barre e depois entraram em conflito entre si. O Al-Shabab, grupo afiliado da Al-Qaeda, ganhou destaque no país durante o caos.

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo