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Relatório da ONU revela que 2 mil milhões de pessoas não tem acesso a água potável

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Foto: UNICEF/Muhannad Al-Asadi

Um relatório conjunto da ONU, UNICEF e Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgado revela que o número de pessoas sem acesso a água potável é de mais de 2.1 mil milhões. Relativamente ao acesso a saneamento básico, os números também são alarmantes e sobem para os 4.5 mil milhões de pessoas, com a maioria a viver em zonas rurais, avança a Rádio ONU.

Em 90 países, o avanço na área de saneamento básico é muito lento, o que leva a crer que a cobertura universal não será alcançada até 2030, ano em que termina o prazo para o cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Dos 4,5 mil milhões de pessoas sem acesso a saneamento básico, cerca de 600 milhões de pessoas têm que dividir instalações sanitárias com outra pessoas, sendo que 892 milhões vêm-se restringidas a um mero espaço a céu aberto, sem quaisquer condições de higiene ou privacidade.

O aumento da população tem vindo a agravar esta realidade, principalmente na Oceânia e na África Subsaariana. Segundo o mesmo relatório, nos países em que escalam os conflitos armados, como é o exemplo da África Subsaariana, as crianças têm quatro vezes menos probabilidade de vir a usar serviços de abastecimento de água, e duas vezes menos probabilidade de ter acesso a saneamento básico.

Para o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, os “governos são responsáveis” pelo acesso a todos esses serviços por parte das populações. Já o diretor-executivo da UNICEF, Anthony Lake, afirmou que ao melhorar estes serviços, o mundo dára uma hipótese a todas as crianças de poder ter um futuro melhor.

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