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Chade ameaça retirar as suas tropas das operações Minusma e G5 Sahel

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Déby Itno

O Chade “será obrigado a retirar” as suas forças das operações militares em África, “se nada for feito” para ajudar o país financeiramente, disse este domingo o presidente chadiano, Déby Itno, fazendo alusão à grave crise económica e social que atravessa o seu país. O chefe de Estado frisou ainda: “Não tivemos qualquer apoio no plano financeiro (…) Se continua assim o Chade é obrigado a retirar”.

“Não podemos continuar a estar em todo o lado, no Níger, nos Camarões, no Mali. Tudo isto tem um custo excessivamente caro”, disse Déby Itno à imprensa francesa.

No Mali, o Chade está a formar o terceiro contingente mais importante da Missão das Nações Unidas no Mali (Minusma), com 139 homens. Também, 2.000 soldados chadianos fazem parte da força multinacional mista, criada em 2015 juntamente com o Níger, a Nigéria e os Camarões no combate ao grupo islamista nigeriano Boko Haram.

“Chegamos ao limite”, disse Déby Itno que já exprime algumas reservas sobre a participação do Chade na força conjunta G5 Sahel, alegando que não pode “ter 1.400 homens no Mali (…) e ao mesmo tempo 2.000 soldados no G5 Sahel”.

Criado em fevereiro de 2017, o G5 Sahel é uma força militar conjunta (Burquina Faso, Mali, Mauritânia, Níger e Chade) que tem como missão erradicar os grupos jihadistas na região.

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