Sahel | Segurança

Federação de organizações terroristas é criada do norte do Mali

A fighter of Islamic group of Mujao stands guard near the Gao airport as Burkina Faso's foreign Minister Djibrille Bassole meets with the Islamic group leader on August 7, 2012. An Islamist leader who wants to see Mali adopt sharia law vowed on August 7 to support regional mediation efforts to resolve the political crisis in the ruptured west African nation. Jihadists of the MUJAO movement occupying northern Mali on August 9, 2012 said they had cut off the hand of a thief in accordance with strict Islamic law which they have imposed on the population.   AFP PHOTO / ROMARIC OLLO HIEN

Iyad Ag Ghali, figura carismática do movimento tuaregue no Mali, e fundador em 2012 do grupo Ansar Eddine, assumiu a liderança de uma “federação” de organizações jihadistas no norte do Mali, que já agrupa o Ansar Eddine, Al Mourabitoune, katiba (Batalhão) Macina e Al-Qaeda do Magrebe Islâmico (AQMI).

Segundo um comunicado, a nova organização adotará o nome “Jamaât Nasr Al islam wa Al mouminin” (Grupo pela vitória do Islão e dos fieis).

Apesar de rivais, estes grupos já colaboravam entre si, e estabeleceram regras que enquadravam as lutas entre estas organizações terroristas e que facilitou a criação da “federação”.

Todavia, os movimentos que compõem a nova organização já tinham um elo com a Al-Qaeda, sugerindo que a “federação” é uma estratégia da AQMI que pretende deste modo travar chegada dos jihadistas do Estado islâmico da Líbia, que, face à multiplicação das derrotas militares tentam avançar para sul, um terreno que a Al-Qaeda não está disposta a ceder.

Também, com os reveses da organização terrorista Estado Islâmico, alguns jihadistas que viraram as costas à Al-Qaeda para prestarem fidelidade ao Estado Islâmico, podem vir a reintegrar a nova estrutura jihadista.

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