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Portugal desmente oposição a eventual aplicação de sanções europeias à Venezuela

augustosantossilva

O Ministério dos Negócios Estrangeiros desmentiu esta quarta-feira, a notícia divulgada pelo jornal espanhol El País de que Portugal seria o único país da União Europeia (UE) a manifestar a intenção de votar contra sanções à Venezuela.

“Portugal não se opôs, no seio da União Europeia, à aplicação de sanções à Venezuela, pela simples razão de que essa questão não foi ainda discutida entre os Estados-membros da UE”,  lê-se numa nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

O ministério adiantou que Portugal “se revê inteiramente” nas conclusões aprovadas no Conselho de Negócios Estrangeiros (da União Europeia) de 15 de maio, assim como na declaração feita na segunda-feira pela alta representante da Política Externa e Segurança da UE, Federica Mogherini, que instou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a “suspender” o processo para uma Assembleia Constituinte e advertiu que “todas as opções”, tais como sanções, estão em cima da mesa.

Recorde-se que o presidente Maduro assegurou na segunda-feira que vai manter a convocatória de uma Assembleia Nacional Constituinte, após a oposição ter realizado um referendo realizado no domingo, no qual quase sete milhões se manifestaram contra a mudança na Constituição.

A votação para a Assembleia Constituinte vai ser realizada no dia 30 de julho.

Na Venezuela, os protestos contra o Governo intensificaram-se desde 1 de abril e pelo menos 94 pessoas já morreram.

 

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