Sociedade

DGS alerta para surto de hepatite A em Lisboa

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Desde o início do ano foram diagnosticados 105 casos de hepatite A, na região de Lisboa e Vale do Tejo, ao que o diretor geral da Saúde, Francisco George classificou como “Atividade epidémica”, em entrevista à SIC. O surto terá tido início no ano passado num festival de Verão em Amesterdão, na Holanda e está a afetar a Europa. Os casos diagnosticados são quase todos em homens, maioritariamente homossexuais.

“A transmissão do vírus é fecal-oral. O vírus elimina-se pelas fezes e para ser ingerido é preciso ter um veículo”, explicou Francisco George. Neste contexto, frisa, “as práticas de sexo oral têm um risco especial”. Os cidadãos devem “adotar práticas sexuais seguras”, isto é, o uso do preservativo.

A diretora do programa de hepatites virais da DGS, Isabel Aldir, alerta para o facto de esta doença poder transmitir-se por outras vias, facilmente controláveis “com uma lavagem correta das mãos quando se vai ao quarto de banho ou preparar refeições”.

A DGS associa a doença a uma prática sexual conhecida como chemsex, em que os indivíduos tomam químicos para manter uma erecção mais longa e ter sexo com mais parceiros.

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