Sociedade

Marroquino suspeito de ligações ao Estado Islâmico fica em prisão preventiva

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O marroquino suspeito de recrutar, em Portugal, jovens da mesma nacionalidade para a organização terrorista Estado Islâmico vai ficar a aguardar julgamento em prisão preventiva, depois de ter sido ouvido esta quinta-feira no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), informou esta noite o Ministério Público.

Abdessalam Tazi tinha sido extraditado da Alemanha, onde tinha cumprido uma pena de prisão por crimes de burla. Era o alegado líder da célula de Aveiro, investigada pela Polícia Judiciária, SIS e SEF nos últimos três anos, da qual fazia parte também outro marroquino, Hicham el Hanafi, detido em novembro passado pelas autoridades francesas, sob suspeita de estar a preparar um atentado naquele território.

Tazi está indiciado pelos crimes de adesão e apoio a organização terrorista, financiamento do terrorismo, além do recrutamento, em resultado de uma investigação da Unidade Nacional de Contraterrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária (PJ), dirigida pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

As prisões estão identificadas como um dos principais palcos de radicalização terrorista, por isso Tazi ficará numa cela isolada.

Abdessalam e Hanafi têm autorização de residência em Portugal beneficiando de asilo político desde 2014.

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