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Japão permitirá que o Imperador Akihito abdique

imperador akihito

O parlamento do Japão aprovou uma legislação histórica que permite que o imperador do país renuncie, no que será a primeira abdicação imperial em mais de dois séculos, avança a Reuters.

O Imperador Akihito, de 83 anos, será sucedido pelo seu filho mais velho, o Príncipe Herdeiro Naruhito, de 57 anos.

Tóquio irá estabelecer a data de dezembro de 2018 – quando o imperador completar 85 anos – como a altura provável para a abdicação, de acordo com o jornal japonês The Mainichi.

Akihito, filho do imperador Hirohito, reinou desde 1989, foi o primeiro imperador a não ser considerado divino e procurou aproximar a família imperial do povo japonês.

O imperador foi submetido a uma cirurgia cardíaca e tratamento contra o cancro da próstata. Numa entrevista televisava no ano passado, Akihito mencionou a possibilidade de abdicação. O Imperador referiu a preocupação de que: “possa tornar mais difícil desempenhar minhas funções como símbolo do estado”, avançou a Associated Press.

O último imperador japonês a abandonar o Trono de Crisântemo foi o imperador Kokaku em 1817. Embora as abdicações não fossem historicamente incomuns, a anterior lei da casa imperial, estabelecida em 1889, exigia que os monarcas reinassem até morrerem para evitar conflitos entre imperadores reinantes e retirados.

A nova lei aplica-se apenas a Akihito, não aos futuros imperadores. De acordo com a Reuters, a legislação também incluiu uma resolução para que o parlamento considere permitir que os membros femininos reais permaneçam na família imperial depois de se casarem, mas não abordou a controversa questão da sucessão feminina.

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