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Reservas hídricas subterrâneas podem extinguir-se até 2050

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Em 2050 alguns aquíferos poderão estar completamente secos, de acordo com cientistas da Universidade de Utrecht, Holanda. Este fenómeno deve-se ao excessivo recurso à água para consumo nas regiões mais secas, e ao seu uso na agricultura. Os dados foram apresentados na AGU [American Geophysical Union] Fall Meeting 2016, que decorreu entre os dias 12 e 16 de dezembro, na Califórnia.

Este grupo de investigadores concebeu uma forma de entender onde e quando é que se estão a atingir os limites de utilização deste recurso geológico, à escala regional. Para isso, estudaram a estrutura dos aquíferos e a interação entre as águas subterrâneas e as superficiais para ser possível prever quando se poderá extinguir e quais as possíveis soluções. A hidróloga holandesa Inge de Graaf alerta para a necessidade de entender os limites dos recursos hídricos, porque apesar deste estudo, não se sabe ao certo a quantidade de água disponível, nem ter a certeza a que velocidade estão a desaparecer os aquíferos.

Revelaram também que as zonas com maiores aquíferos, que são também as mais áridas, como por exemplo as Altas Planícies nos Estados Unidos, a bacia hidrográfica do Rio Ganges ou algumas zonas da Austrália e da Argentina, são as que correm maior risco de secar.

Segundo os dados, em 2050, aproximadamente 1,8 biliões de pessoas poderão estar a viver em zonas onde as reservas hídricas subterrâneas têm níveis muito reduzidos ou simplesmente não existem.

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