Guiné Equatorial

Guiné Equatorial vê anulada adesão à Transparência nas Indústria Extrativas

Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang

A Iniciativa para a Transparência nas Indústria Extrativas (EITI, na sigla inglesa) declarou nesta segunda-feira, 26 de outubro, que a proposta de adesão da Guiné Equatorial foi anulada por falta de informaçãoEsta não terá sido enviada devido à pandemia da Covid-19. 

Segundo a porta-voz da EITI, desde fevereiro de 2020 que é então aguardada a informação em falta. Só assim poderá ser concluída a candidatura original de adesão. 

Foi a mesma fonte que disse ainda que o Governo equato-guineense avisou em setembro que a falta de progresso no processo de adesão se devia à pandemia causada pelo novo coronavírus. 

Isto faz com que a candidatura de adesão enviada em outubro de 2019 tenha ficado obsoleta. A EITI encorajou o país a enviar nova candidatura. 

Em resposta, o Governo disse que iria continuar a preparação para enviar um novo pedido de adesão. No entanto, acrescentou, não tem um calendário definido para tal. 

Recorde-se que a EITI é uma organização com sede em Oslo, na Noruega, que assegura um conjunto de informação relativamente ao processo de extração, distribuição e comercialização dos recursos naturais, através da adesão voluntária dos países. 

A adesão da Guiné Equatorial à EITI foi uma das condições apresentadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para o programa de ajuda financeira, no valor de 282,8 milhões de dólares, cerca de 238 milhões de euros, tendo o mesmo sido aprovado em dezembro do ano passado.

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