Cabo Verde: PAICV apresenta queixa-crime contra dirigente Elisabete Évora

O candidato do PAICV à presidência da Assembleia Municipal da Boa Vista, Walter Évora, declarou que o partido vai apresentar uma queixa-crime contra a presidente provisória da mesa da assembleia municipal, Elisabete Évora. Isto porque a visada decidiu na passada sexta-feira, 20 de novembro, suspender a instalação dos órgãos municipais.
A informação sobre a queixa-crime foi avançada no sábado, dia 21, numa conferência de imprensa na sede do maior partido da oposição em Cabo Verde, em Sal Rei.
Antes de ter tomado a polémica decisão, Elisabete Évora teria lido as propostas apresentadas pelo MpD, formação política no poder, e pelo PAICV. Depois não submeteu as mesmas à votação da plenária, tendo abandonado a sala.
Na lista A o MpD propôs Elisabete Évora à presidência da Assembleia Municipal, Walter Évora (PAICV) para vice-presidente e Sérgio Corrá, do Partido Popular (PP), para secretário.
Já o PAICV apresentou a lista B, com indicação de Walter Évora para a presidência da Assembleia Municipal da Boa Vista, Roberto Ramos para vice-presidente e Cecílio Pinto para secretário.
Segundo Walter Évora, os eleitos municipais do PAICV condenam e repudiam o acto “ignóbil”, que, “de forma irresponsável, manchou irremediavelmente” a cerimónia de tomada de investidura dos órgãos autárquicos saídos das eleições de 25 de outubro.
“A referida eleita municipal foi devidamente instruída, de forma maquiavélica, pelos mais altos dirigentes do MpD, pela decisão, enquanto membro da mesa provisória”, acusou, acrescentando que, “de forma autoritária e inconsequente, sem qualquer suporte legal”, a visada suspendeu os trabalhados da assembleia municipal “por um período de 72 horas”.
“Convêm esclarecer que esse acto é considerado um crime à luz da lei de responsabilidade dos titulares de cargos políticos e é punível com pena de prisão de dois a oito anos, e o PAICV vai imediatamente avançar com uma queixa-crime contra a sua autora material”, concluiu.





