Chile: Pré-candidato presidencial comunista evita opor-se à ex-presidente Michelle Bachelet

O Alto Comissário do Escritório para os Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) apoiou a sua ex-ministra Paula Narváez e, segundo o pré-candidato Daniel Jadue, essa mensagem “envia muitos políticos à reforma”.
Santiago – O prefeito da Recoleta, Daniel Jadue, um dos mais bem colocados nas pesquisas para a corrida presidencial de novembro de 2021, comentou que, com o apoio da presidente Michelle Bachelet à pré-candidatura de Paula Narváez, está “mandada para a reforma” uma geração completa de políticos chilenos.
“A ex-presidente é livre para apoiar quem quiser no seu partido (Socialista) e eu admiro-a muito. Mas com esse apoio a Paula Narváez, Bachelet mandou para casa, para a reforma, muitos políticos da antiga concertação”, comentou Jadue no programa dominical da Mesa Central.
“Vou primeiro como candidato à reeleição na Recoleta. Quero dizer a todos que vamos ganhar por uma ampla margem pelo reconhecimento dos vizinhos à gestão”, esclareceu o militante do Partido Comunista e arquiteto de profissão.
Sobre a possibilidade de fazer um pacto com outras forças da oposição, diante da Convenção Constitucional de abril, Jadue foi definitivo: “Não há oportunidade de fazer listas com os partidos que querem apenas maquilhar o modelo neoliberal. Não vamos arriscar-nos com mínimos comuns”.
O líder político lamentou “a caricatura que alguns estão a tentar fazer do PC chileno (vinculando-os à Coreia do Norte ou à Venezuela), o que já tem esgotado o povo”.
“O partido de (Jaime) Bellolio (União Democrática Independente) foi o partido que disse que comíamos bebés e que os presos desaparecidos matavam-se entre eles na fronteira”, lê-se na carta principal do PC chileno sobre a corrida presidencial.
Para finalizar, lamentou que o centro Simón Wiesenthal o avaliasse como “um dos dez maiores anti-semitas do mundo”.
“Lamento que um dos centros de maior prestígio, na perseguição aos criminosos de guerra nazis esteja agora dedicado a esse tipo de campanha mundial de difamação”, comentou o político chileno no programa dominical Mesa Central.
Fernando Peñalver





