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Exposição “Passagens” pelo mundo de Derek Charlwood

(c) IHMT, Derek Charlwood

A exposição de Derek Charlwood intitulada “Passagens” vai abrir ao público, no dia 20 de novembro, no Instituto de Higiene e Medicina Tropical, da Universidade de Lisboa. O entomologista médico fez registos fotográficos na Tânzania, Papua Nova Guiné ou São Tomé e pintou peças de madeira que flutuavam no mar de Linga, Linga (Moçambique). Para assinalar a data, o investigador irá falar sobre as suas aventuras nesta praia moçambicana numa iniciativa a decorrer no IHMT intitulada Tropicália, com hora marcada para o 12:30.

Embora seja biólogo, a disciplina preferida de Derek Charlwood na escola era História de Arte. Um gosto que o fez compreender o que é uma imagem significativa, que segundo Aristóteles deve “representar não a aparência externa das coisas, mas o seu significado interior”. Mas foi necessário esperar até ao momento em que estava a realizar uma investigação de pós-doutoramento na Amazónia para conseguir obter algumas “fotografias pintadas pelo sol”.

As imagens que vão estar em exposição no Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), da Universidade Nova de Lisboa, resultam de alguns encontros casuais com pessoas que Derek Charlwood conheceu durante o trabalho como entomologista médico na Tânzania, Papua Nova Guiné ou São Tomé. Para além destas fotografias, na mostra – que pode ser visitada até dia 13 de dezembro – podem ser conhecidas algumas peças artísticas que criou relacionadas com a sua experiência pelo mundo.

Belas peças de madeira flutuante são comummente encontradas na praia de Linga, Linga em Moçambique, onde o investigador esteve envolvido num projeto sobre malária. Ao longo dos anos, Derek colecionou muitas peças, que sugerem outras formas como pássaros ou animais. “Nos últimos anos, superei as minhas inibições e comecei a pintar algumas delas com tintas acrílicas. Gostei dos resultados e, como todos os entusiastas, agora pinto quase todas as peças que encontro quando estou lá”, explica o artista. As obras que estão em exibição no IHMT são apenas uma pequena seleção das peças mais pequenas que recolheu da praia.

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