Moçambique vai acolher sétimo congresso de educação ambiental em 2023

Decorreu em Cabo Verde, de 2 a 5 de novembro, o Sexto Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa onde ficou aprovada a candidatura de Moçambique para acolher o Sétimo Congresso, a realizar-se no ano 2023.

A Directora Nacional do Ambiente, Guilhermina Amurane, a quem coube a tarefa de apresentar a candidatura, afirmou que a manifestação do interesse em acolher o evento resulta do facto de o país considerar a educação ambiental uma ferramenta importante na busca de soluções perante os problemas ambientais e na transformação do indivíduo para melhor lidar com os desafios da natureza.

Segundo Amurane, o país precisa de reforçar a sua capacidade na implementação de programas de educação ambiental, no âmbito do Programa Quinquenal do Governo 2020 – 2024, que tem o Fortalecimento da Gestão Sustentável dos Recursos Naturais e do Ambiente como uma das prioridades.

“Com a organização do Sétimo Congresso, pretendemos fomentar um debate na rede lusófona, fortalecer e manter a cooperação internacional mais activa, nos domínios de implementação de projectos, formação académica, estudos, investigação e divulgação científica, visando a melhoria da qualidade de vida das comunidades”, realçou.

No final, espera-se que os mecanismos de participação social e de cooperação entre os actores que trabalham no campo da educação ambiental tenham sido reforçados e melhoradas as políticas locais sobre a utilização sustentável dos recursos naturais e do ambiente.

Organizações ambientais apelam envolvimento de actores-chave na organização do Sétimo Congresso de Educação Ambiental

As organizações nacionais que trabalham na área da educação ambiental mostraram-se satisfeitas com o facto de ter sido aprovada a candidatura de Moçambique para acolher o Sétimo Congresso. Contudo, apelam o envolvimento de actores -chave no processo de organização para garantir o sucesso do evento.

O Director da Cooperativa de Educação Ambiental – Repensar, Carlos Serra, reconheceu que a aprovação da candidatura é resultado de uma preparação que vem acontecendo há mais de um ano, envolvendo vários actores, incluindo as organizações da sociedade civil.

Relativamente à organização da próxima edição, o activista ambiental considera importante o alargamento dos mecanismos de participação a outros interessados na sociedade, para que o evento reflicta o trabalho realizado por todos os segmentos. “É neste contexto que a Repensar regressa de Cabo Verde com a tarefa de criar uma Plataforma de Educação Ambiental que integre outras organizações que trabalham na área da educação ambiental”, assegurou.

Para o Presidente da Associação de Jornalistas Ambientais, Leopoldo Agapito, a aprovação da candidatura representa um reconhecimento dos esforços do país, visando a criação do equilíbrio no ecossistema, mas também, deve ser vista como uma oportunidade para mostrar ao mundo as experiências existentes internamente no combate aos problemas ambientais, particularmente os relacionados às mudanças climáticas.

Agapito apelou maior abertura do Governo para que a sociedade civil e outros intervenientes importantes possam servir de parceiro estratégico na mobilização e engajamento do cidadão, para salvaguardar que as mensagens a serem transmitidas durante o evento cheguem e sejam compreendidas pelos grupos -alvo, com enfoque para as comunidades, por estas serem os actores -chave na resolução dos problemas do ambiente.

“O Governo deve, por um lado, criar um espaço de reflexão que seja inclusivo e abrangente, através da representação, no Congresso, de várias esferas da sociedade, por outro, é necessário identificar e levar ao debate problemas concretos que assolam a CPLP para que, em conjunto, se encontrem soluções sustentáveis e tangíveis a todos os níveis, visando resolver os problemas específicos ambientais”, realçou.

Aurelio Sambo – correspondente

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