Notícia | São Tomé e Príncipe

STP: Américo Ramos é o novo Secretário-geral do ADI.

Américo Ramos, ex-ministro das Finanças e Economia Azul e atual assessor para Assuntos Económicos e Financeiros do presidente da República, foi eleito secretário-geral da Ação Democrática Independente, ADI, no primeiro conselho nacional do partido realizado no fim de semana, depois do congresso que teve lugar no princípio deste mês.

 

A decisão foi imposta pelo presidente eleito, Patrice Trovoada, em forma de proposta.

 

«Precisamos um secretariado bastante proativo. Por isso, eu proponho ao Conselho Nacional o nome de Américo Ramos para ser secretário-geral», disse Patrice Trovoada em vídeo enviado para o evento.

 

Patrice Trovoada ressalta a “competência” e a “capacidade de organização e controlo” para impor a eleição de Américo Ramos para o cargo de secretário-geral do partido.

 

«Reconheço que assumir o cargo de secretário-geral do nosso partido neste momento é um enorme desafio que só vencerei se estivermos unidos, se remarmos todos no mesmo sentido», disse Américo Ramos que definiu as diretrizes do partido para os próximos tempos, destacando-se a “total disponibilidade e a determinação em vencer”.

 

A eleição de Américo Ramos foi contra a expectativa dos conselheiros que tinham no seu líder da bancada parlamentar, Abnildo de Oliveira, a figura apontada para este cargo, desde o último congresso do partido realizado no princípio deste mês.

 

«É unânime, foi discutido dentro de um espírito de democracia dentro do partido. É uma pessoa que já demonstrou que é capaz, demonstrou que o ADI faz parte do seu dia-a-dia e é mais do que garantido e para nós não será um prémio para Abnildo, mas sim tê-lo como secretário-geral”, dizia Orlando da Mata, o vice-presidente eleito, no congresso de 03 deste mês.

 

Depois de ver o seu nome relegado pelo presidente do partido, no conselho nacional, Abnildo de Oliveira conformou-se com o cargo de líder da bancada, prometendo, contudo, “continuar a dar todo o contributo” para as causas do partido.

 

A indigitação de Américo Ramos como secretário-geral acontece quando surgem notícias da intenção da justiça angolana em enviar uma carta rogatória às autoridades judiciais santomenses no âmbito do processo que tem os generais angolanos Helder Vicente Dias Júnior “Kopelipa” e Leopoldo Nascimento “Dino” assim como Manuel Vicente, ex-vice-Presidente de Angola como arguidos no chamado caso China Internacional Fund, CIF, do empresário chinês Sam Pa.

 

Foi a mesma empresa que emprestou 30 milhões de dólares a São Tomé e Príncipe no executivo do ex-primeiro-ministro, Patrice Trovoada, em que Ramos era o titular das Finanças.

 

A CIF forneceu também catamarãs às autoridades santomenses para a ligação entre as ilhas do arquipélago, que não funcionaram. Apesar dos insistentes pedidos de explicações dos deputados sobre o negócio, o XVI governo nunca deu esclarecimentos.

 

Segundo o semanário santomense “Jornal K” do último fim de semana, que se apoia num artigo publicado em “O Novo Jornal” angolano, há suspeitas que Manuel Vicente tenha servido de intermediário entre o ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada e o empresário chinês em negócios falhados no arquipélago, nomeadamente na adjudicação do Bloco 2 da Zona Económica Exclusiva a Sinoangol.

 

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