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Abertura do ciclo “Cinema, Activismo e Sociedade” com filme de Petra Costa

Abrindo o Ciclo “cinema, Activismo e Sociedade” foi exibido, no dia 26 de Fevereiro, o filme “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa (2019). Neste ciclo celebra-se não só o cinema, mas também os actos de resistência e activismo.

Este documentário analisa um dos períodos mais dramáticos da história do Brasil, no contexto da atual crise democrática. Com um acesso sem precedentes a vários líderes nacionais passados e presentes, incluindo Dilma Rousseff e Lula da Silva, em combinação com relatos sobre o passado político e industrial complexo da sua própria família, a cineasta Petra Costa (ELENA) traça a ascensão e queda destes dirigentes e da nação tragicamente polarizada que resultou dos escombros.

Petra Costa confessa, “tenho aproximadamente a mesma idade que a democracia no Brasil.” A partir daqui inicia uma reflexão, entre o pessoal, o político e o poético, sobre a paisagem governamental do seu país à luz dos presentes volte-faces. Com acesso sem precedentes a Dilma Rousseff e Lula da Silva, a realizadora explora a ascensão e queda de ambos os líderes. Um documentário ensaístico que serve de aviso para a fragilidade dos sistemas democráticos às forças do populismo. Estreou mundialmente no Festival de Sundance e foi lançado no Netflix em 19 de junho de 2019. Em janeiro de 2020 foi anunciado como um dos indicados ao Melhor Documentário de Longa Metragem na 92.ª cerimónia de entrega dos Óscares.

Após o anúncio da indicação do filme ao Oscar, repercutiu na imprensa do Brasil o fato da polarização política brasileira ter chegado a tal premiação. Nas redes sociais, o documentário foi elogiado em sua maioria por perfis de esquerda, mas criticado por perfis da direita política.

Ao investigar o processo de impeachment, por exemplo, [Petra] Costa enfatiza sistematicamente as maquinações políticas injustas da Câmara dos Deputados do Brasil, mas também encobre as falhas do governo de Dilma e sua manipulação incontestável do orçamento federal. ”ainda sobre a cobertura dos temas do filme, finalizou: […] oferecer uma exploração completa e honesta desses assuntos poderia tê-lo sustentado.”

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