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AFID galardoa investigadora com 8.000€ na área da Inclusão Social

Aconteceu no passado sábado, 14 de Dezembro, a cerimónia da 1ª edição do Prémio de Investigação Científica Drª. Maria Lutegarda, na Fundação Caloustre Gulbenkian, apresentado por Sandra Torres, jornalista que em tempos entrevistou a Maria Lutegarda na área da inclusão e que afirmou: “hoje, a esta hora, não havia nenhum outro lugar onde fizesse mais sentido estar”.

Com uma plateia composta e com a presença de Guilherme d’Oliveira Martins, representante da Presidente do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian Isabel Mota, Manuela Cabaço, em representação do Conselho de Administração da Associação Mutualista do Montepio, Carla Tavares, Presidente da Câmara Municipal da Amadora e, Domingos Rosa, Presidente da Fundação AFID, a cerimónia começou com um vídeo de apresentação da Fundação AFID, seguido de uma atuação da AFID Dance.

O primeiro Prémio de Investigação Científica Drª. Maria Lutegarda foi atribuído ao projeto “A Qualidade de Vida de Crianças e Jovens com Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental: Contributo para Educação Inclusiva” por Maria Cristina Marques Ferreira Simões que afirmou: “concorri ao prémio mesmo para divulgar o que tenho feito nesta área, e a área é qualidade de vida, neste caso especifico, de crianças e jovens com dificuldade intelectual, com dificuldades acrescidas, sendo que neste trabalho falei mais, e o objetivo foi mais,  que às vezes é pouco compreendido, o contributo da qualidade de vida para a educação inclusiva. Portanto para a inclusão.”

As duas menções honrosas foram atribuídas a Lúcia Maria Neto Canha, com o trabalho “Transição para a Vida Adulta no Contexto da Deficiência, Estudo das variáveis pessoais e sociais associadas a um processo de sucesso e desenvolvimento de um modelo de intervenção inclusivo” e Ana Sofia Pedrosa Gomes dos Santos com o trabalho “A investigação-ação no campo da Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental”.

Uma iniciativa pioneira, que será de periodicidade bienal, constituída por um prémio no valor de 8.000 euros e duas menções honrosas de 1.500 euros. O Prémio de Investigação Científica Drª Maria Lutegarda tem como objetivo estimular e mobilizar para a criação e desenvolvimento de trabalhos de investigação e de inovação sobre a reabilitação junto de pessoas com deficiência. Esta primeira edição teve 14 projetos de investigação, entregues, nos três graus de ensino superior público e privado: Licenciatura, Mestrado e Doutoramento, com o Alto Patrocínio da Presidência da República e com os apoios da Fundação Montepio e da Câmara Municipal da Amadora.

No mote deste prémio está sobretudo o combate à discriminação com base na deficiência e a promoção da igualdade de oportunidades através da inclusão social, autonomia e participação de pessoas com deficiência na sociedade, à medida das causas defendidas por Maria Lutegarda, em vida, na qualidade de diretora da Ação Social da Fundação AFID Diferença.

Domingos Rosa, Presidente da Fundação, relembra, quando questionado sobre a herança deixada por Maria Lutegarda, que a mesma “trouxe à nossa casa (AFID) a felicidade. Os nossos utentes são pessoas que se sentem bem dentro de casa e ela conseguiu introduzir essa cultura, quer da qualidade quer da felicidade, e são dois aspetos fundamentais numa organização desta natureza.” Entre agradecimentos aos presentes e recordações sobre o trabalho de Maria Lutegarda, enquanto à época, Diretora de Ação Social da AFID, concluí que “lançámos este prémio porque era uma área fundamental para a Maria Lutegarda na medida em que sempre trabalhou pela inclusão e sempre procurou investigar sobre o que é que se podia fazer mais para melhorar esta problemática, sem esquecer que era uma mulher muito inteligente e muito meiga.”

A começar a celebração, os presentes puderam ainda assistir a uma atuação de violino por parte do grupo “Do Sol”, bem como os já mencionados vídeos da AFID e de Maria Lutegarda, bem como uma atuação da AFID Dance. A cerimónia, que se celebrou no dia em que Maria Lutegarda faria anos, terminou com ritmo, numa atuação da AFID Ritmo, um projeto que começou a ser desenvolvido há mais de três anos, por sua iniciativa.