Ciência

A importância dos metais raros

“Os metais raros têm uma importância estratégica e tendência a crescer”, segundo Gareth Hatch, diretor-fundador da Technology Metals Research, um fornecedor de inteligência de mercado e análise de metais raros. Cada vez mais, elementos como o cério, praseodímio e európio, estão a ser utilizados para servir como fonte de alimentação e para aperfeiçoar aparelhos que utilizamos diariamente como iPhones, auscultadores e microfones. Mesmo em pequenas quantidades são utilizados como a força motriz por trás de certos tratamentos médicos, reatores nucleares e raios-X.

Durante muito tempo esta importância refletia-se no preço, que disparou sob os temores de um monopólio chinês dos materiais, criando uma bolha que rebentou ao fim de alguns meses.

Este ano, o preço de metais raros, e das empresas que os produzem, desceu. A empresa australiana Lynas Corp, a única mineira de metais de terras raras fora da China, culpa as operações ilegais e excessivas chinesas pela queda de vendas trimestral de 11% em setembro.

De acordo com Anthony Lipmann, presidente da Associação Comercial de Metais Menores, entre 2003 e 2006, esta descida de preço é representativa dos altos níveis de especulação em investimentos em metais raros. “Esta publicidade aos metais raros convenceu o público a investir em coisas sobre as quais não têm controlo”. Os cientistas ainda estão a estudar as suas propriedades.

Com preços tão baixos e tanta procura, Lipmann considera que as pessoas se devem abster de investir, pois tem um alto nível de risco. As oportunidades de investimento em metais raros são poucas.

Os metais raros incluem o cério, o mais abundante dos metais de terras raras, o gadolínio e o lantânio, um dos mais reativos metais raros.

Fonte: Financial Times

 

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