Ciência

Investigadores descobrem possível ferramenta inovadora na terapia da doença de Alzheimer

Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra descobriu um possível novo alvo terapêutico para a doença de Alzheimer que poderá representar um passo importante para o tratamento desta doença neurodegenerativa.

Este trabalho teve como objetivo principal «estudar se seria possível obter, através da modulação de um microARN (pequenas sequências genéticas com um papel regulador nas nossas células) específico, um efeito benéfico num modelo animal da doença de Alzheimer” afirma Ana Luísa Cardoso, coordenadora do projeto.

A equipa de investigação identificou que o microARN-31 é útil no âmbito da memória de trabalho, utilizada em tarefas simples do dia-a-dia e “simultaneamente, observámos menores níveis de ansiedade e de inflexibilidade cognitiva – características observadas nos humanos em fases iniciais da doença», realça Ana Teresa Viegas.

A opção de realizar o estudo em modelos animais fêmeas pretendeu «mostrar a relevância de se focarem alguns estudos de doenças neurodegenerativas no sexo feminino, porque, especialmente no caso da doença de Alzheimer, esta é mais prevalente em mulheres, e a grande maioria dos estudos são ou foram feitos em animais machos, ignorando possíveis diferenças entre sexos” refere Ana Luísa Cardoso.

Na próxima fase do estudo, a equipa vai procurar compreender como a utilização deste microARN-31 poderá ser útil para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas para outras doenças neurodegenerativas.

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