Ciência

Nova partícula encontrada

Os testes realizados na Suíça podem ter descoberto o que os investigadores dizem que pode ser uma nova partícula fundamental, de natureza semelhante ao bosão de Higgs.

Os fotões que surgiram a partir de testes realizados por duas equipas de pesquisa diferentes no CERN – Organização Europeia de Pesquisa Nuclear – transportam cerca de 750 mil milhões de eletrões-volt de energia, possivelmente o resultado do decaimento radioativo de uma nova partícula fundamental. Se confirmada, a descoberta de tal partícula pode ter implicações significativas para a compreensão da física de partículas. Alguns físicos têm sugerido que a partícula poderia ser um gravitão, uma partícula teórica de energia gravitacional que ainda não tenha sido comprovada a sua existência.

A teoria mais provável é que esta nova partícula é um “primo” mais pesado do bosão de Higgs, uma partícula que se pensa que fornece massa a outras partículas, e cuja descoberta, em 2013, confirma décadas de pesquisa.

Mas os investigadores sabem que o teste continua longe de ser conclusivo e que a descoberta pode ser uma coincidência. O resultado fica longe do cinco sigma – considerado o nível de confiança padrão na ciência – , quando há apenas uma hipótese em 3,5 milhões de algo ocorrer por acaso.

Os investigadores disseram que não teriam anunciado os resultados em se não tivessem sido descobertos, ao mesmo tempo, por duas equipes distintas. “Eu não penso que haja alguém que acha que isto é conclusivo”, declarou o físico da Universidade de Nova Iorque, Kyle Cranmer, também investigador no CERN, segundo o New York Times. “Mas seria extraordinário se fosse verdade”, afirmou.

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