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“Cinema e Reflexão” às quartas no Mini-Auditório Salgado Zenha

A programação “Cinema e Reflexão” apresenta um conjunto de sessões especiais, ciclos temáticos e cursos breves, onde se explorará, reflectirá e discutirá o papel do cinema como ferramenta que desperta o pensamento crítico, reflexivo e até interventivo.

Entre os dias 29 de Janeiro e 19 de Fevereiro, o Centro de Estudos Cinematográfico apresenta o primeiro ciclo, “Animação como espelho da sociedade”. Desde os primórdios do Cinema que as imagens foram criadas pela representação do quotidiano, isto afirma-se com a primeira sequência de imagens a ser representada pelos saída da fábrica, no final de um dia de trabalho, pelos irmãos Lumière. A tradição de nos espelharmos na sociedade e nas cenas do dia-a-dia provém dessa altura.

A animação é uma das ferramentas de materialização de ideias sobre a sociedade, por não se limitar fisica ou temporalmente. Este tipo de registo cinematográfico permite ao criador a utilização de personagens e cenários que, apesar de não representarem o fisicamente real, incentivam à discussão e à reflexão de valores que estão impregnados no mundo palpável. A metáfora e a parábola podem, em animação, ganhar cor, som e movimento.

Este ciclo inicia-se com a projecção de “Animal Farm” (1954), por John Halas e Joy Batchelor, inspirado na obra homónima de George Orwell.

Baseado no romance clássico de George Orwell, Animal Farm, de John Hales e Joy Batchelor conta a história de um grupo de animais de uma quinta que se revolta com sucesso contra o seu cruel dono humano, apenas para ser escravizado novamente pelo porco inescrupuloso Napoleão, cujo slogan é “todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais que outros”

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