Cultura

Cesaltina Kulanda apresenta “Dicionário de Verbos conjugados em Umbundo e português – Três tempos num só modo”

(c Foto Facebook Cesaltina kulanda

A professora universitária de Língua Portuguesa, Cesaltina Kulanda apresenta hoje (sexta-feira) ao público, às 16.00, na União dos Escritores Angolanos (UEA) o seu mais recente livro, “Dicionário de verbos conjugados em Umbundu e Português- Três tempos num só modo”.

A autora explicou à e-Global que era já “um sonho antigo” publicar este dicionário e gostaria de alargar o projeto a outras línguas autóctones angolanas. A autora salienta ainda “ que o contexto línguistico africano é extremamente diverso e rico” e o facto de não estar a ser feito o suficiente para a promulgação e acompanhamento do estudo da língua faz com que “alguns alunos sintam dificuldades extremas na escola quando são confrontados com o ensino da língua portuguesa, especialmente os alunos provenientes de meios rurais, que têm como primeira língua o Umbundu, que é transmitida pela mãe”. Essas dificuldades sentidas podem ser instigadoras de diferenças sociais e de aprendizagem.

Natural de Lubango, Huíla, Antonieta Cesaltina Kulanca é licenciada no ensino de Português e Línguas Nacionais pela Universidade Jean Piaget em Angola e fundadora da Associação Etumbuluko Lyelimi Lyumbundu (plataforma de interação entre as várias línguas de origem Bantu). Desde muito cedo que a escritora se interessa pela preservação das línguas nacionais angolanas, que tem de ser estudadas e analisadas sob pena de se perderem. “Cada vez que surge uma geração mais jovem  quebram-se vínculos, por isso é importante que se vá estudando a evolução da língua. É a lei natural das línguas, aconteceu o mesmo com o latim erudito, que se transformou no latim vulgar, até que deu origem às várias línguas românicas”.

A autora salienta ainda o esforço que tem sido feito pelo governo, uma vez que ”já existe ortografia harmonizada”, agora falta dar o próximo passo no sentido da valorização crescent das línguas nacionais, “o Estado angolano deve zelar pelo bilinguismo que traz valências para as crianças que não podem ser ignoradas”.

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