Brasil | Cultura

Douro e Trás-os-Montes ganham destaque no Rio de Janeiro

(c) e-Global
Alberto Tapada

A Associação dos Empresários Turísticos do Douro e Trás-os-Montes (AETUR) aproveitou a presença do navio-escola “Sagres” no Rio de Janeiro para apresentar, no último dia 13, o projeto “Meetings from Douro”, cujo objetivo é “estimular a internacionalização da economia portuguesa e do setor turístico”, além de tentar “captar novos negócios para a região”.

Durante um jantar a bordo do navio, o secretário-geral da AETUR, Alberto Tapada, reforçou as potencialidades do Douro e de Trás-os-Montes, destacou pontos de interesse do Norte de Portugal, como os vinhos, o turismo e a cultura, e sublinhou o esforço das autoridades locais para melhorar a estrutura da região.

“A região do Douro transformou-se muito no sentido positivo. É uma região que vive um período de grande expansão na área do turismo, da gastronomia, dos azeites, dos vinhos. Houve também uma grande requalificação nas redes viárias, dos sistemas de saúde. É uma região que responde cabalmente aquilo que são as pretensões dos turistas que nos procuram. Tanto o Douro como Trás-os-Montes oferecem uma variedade enorme de propostas e produtos turísticos bem organizados, em áreas diferentes e amplas, incluindo o turismo de gastronomia, ou de natureza. O Douro é um reservatório geográfico e cultual de um Portugal autêntico”, afirmou Tapada, que mencionou que a AETUR promove, ainda, entidades de outras regiões, como Porto e Minho.

Esse gestor, que conta com grande experiência no ramo do turismo, considerou que a modernização da estrutura viária no Norte, com a abertura do túnel do Marão, que era a grande barreira e um entrave à uma boa circulação, possibilitou que muitas empresas do Porto começassem a olhar para o Douro e para Trás-os-Montes como uma região capaz de potencializar os seus produtos.

Para Alberto Tapada, além de todo os contatos desenvolvidos, importa ressaltar que o projeto apresentado na cidade maravilhosa possibilitou aos convidados “conhecer produtos de quase 160 empresas trasmontanas e durienses, desde experiências de viagens e sabores do território até dados mais institucionais sobre os diferentes municípios”.

Outro trabalho em marcha por meio das atividades dessa Associação é a promoção do Douro como destino turístico incomparável e complementar a outras regiões. Tapada espera ainda que a qualificação da oferta turística no Douro possa atrair mais brasileiros.

“O Douro, no quadro português, é uma unidade territorial muito distinta, porque corporiza uma identidade muito forte, historicamente muito sedimentada, plasmada numa geografia e modelação da paisagem que é única. Há muitas beleza e montanhas. A gastronomia foi requalificada. Por outro lado, e apesar de o Porto ter tido um crescimento muito grande na perspectiva do turismo, sem o Douro o Porto é uma oferta incompleta. Falta o território original dos vinhos. Se não compreendermos os nossos antepassados, não nos compreendemos a nós ou ao outro. Sobre os vinhos do Porto, se não for compreendida a sua origem, a sua gênese, a sua história, o processo, a evolução, como se moldou todo aquele território, como isso influenciou o pensamento e a cultura e o formato humano não temos condições de compreender verdadeiramente o que é o Norte de Portugal. Acho que a região do Douro é um desafio, uma aventura segura, que surpreende e que traz aquilo que não se encontra noutros lados. Não é comparável a nenhum outro território”, atestou o secretário-geral da AETUR.

Casa regional como ponte entre Brasil e Portugal

Ismael Martins Loureiro, presidente da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro do Rio de Janeiro, cuja fundação remonta a 1923, esteve no evento e aprovou a iniciativa da AETUR no Brasil.

“Tudo o que vende a imagem de Portugal e de Trás-os-Montes é muito importante para nós. A nossa casa regional faz esse trabalho de promoção com muito sacrifício. Hoje, até mesmo para que possamos estar a funcionar, contamos com um público frequentador composto por cerca de 60 por cento de brasileiros. Há poucos portugueses. Ou seja, atualmente, estamos a ter mais brasileiros do que portugueses a promover essa região portuguesa”, revelou Loureiro, que disponibilizou a sede da entidade, que está localizada no bairro da Tijuca, Zona Norte carioca, para receber pessoas que queiram mais informações sobre a região de Trás-os-Montes e do Douro.

Atenção das autoridades e do público

O evento no Rio ficou marcado também pela presença de operadores turísticos e agentes de viagem, assim como formadores de opinião pertencentes às áreas do turismo e da enogastronomia, bem como empresários, importadores e gestores dos departamentos de Alimentos e Bebidas (A&B) dos principais hotéis e restaurantes do Rio de Janeiro e de Niterói.

Flávio Martins, presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), e Ângelo Horto, conselheiro da CCP, também estiveram a bordo do “Sagres” para acompanhar o “Meetings from Douro”.

História e enologia

Ainda no navio, os participantes do evento degustaram o vinho do Porto “Especial Reserva Fernão de Magalhães 500 anos”, da Adega Cooperativa de Sabrosa. O vinho foi produzido especialmente para comemorar os 500 anos da primeira volta ao mundo, roteiro que está a ser repetido pelo “Sagres” até 2021.

Próximos passos

Após o evento no Rio, a AETUR, que tem sede em Vila Real, irá utilizar os contatos desenvolvidos para promover, no mercado brasileiro, os produtos dos seus parceiros e membros, como vinhos, azeites e compotas, além de produtos turísticos.

“Meetings from Douro” terá ainda edições no Uruguai e na Argentina.

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo