Cultura

Portugueses participam em estudo internacional para determinar a incidência real da pandemia

Uma equipa internacional de investigadores, onde se incluem os portugueses Carlos Baquero e Raquel Menezes, está a estimar o número de casos reais com sintomas de Covid-19 e a sua evolução em onze países, tendo por base uma sondagem aberta online partilhada nas redes sociais.

Qualquer pessoa pode aceder ao inquérito, que está disponível online, e só tem de responder a duas questões: quantas pessoas conhece na sua área geográfica e quantas destas apresentam sintomas compatíveis com COVID-19 ou foram diagnosticadas com esta doença.  A resposta é anónima e, ao contrário de outros inquéritos, não é perguntada à pessoa qual a sua situação em relação à doença.

Os dados depois de tratados e processados são comparados com outras estimativas, que calculam o número de casos a partir da evolução da mortalidade que é reportada nos dados oficiais e da sua relação com a mortalidade dos casos reportados em Wuhan (cerca de 1.4%), para validar a sua precisão. Para Carlos Baquero, que faz parte do grupo de investigadores do estudo designado “Medir o Iceberg”, a vantagem deste método é a sua simplicidade, proximidade com os casos reais e anonimato.

Os resultados são atualizados diariamente e podem ser vistos no site https://coronasurveys.org/. O estudo não fornece apenas um número diário total de infetados com sintomas, mas permite também observar a evolução da doença. Em Portugal, os dados do dia 8 de abril sugerem 130 mil casos, um número muito superior ao oficial que era de cerca 14 mil.

A investigação começou em Espanha no início de março e foi sendo alargada progressivamente a outros países. O estudo está agora a ser feito em Portugal, Argentina, Chile, Chipre, França, Alemanha, Grécia, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, estando em expansão a mais países.

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