Cultura

“Roteiro Sentimental” por Cabo Verde apresentado na Cidade da Praia

Roteiro Sentimental CV
(c) Post Facebook Mudjer Research Network

As escritoras Vera Duarte e Susana Duarte apresentaram o seu mais recente livro “Cabo Verde: Um Roteiro Sentimental, viajando pelas Ilhas da Sodad, do Sol e da Morabeza”, da Editora Mudjer Edições, na Cidade da Praia, no dia 3 de Julho. Em declarações à e-Global, via email,  Susana Duarte refere que a “obra começou a ser trabalhada há cerca de 5 anos, a convite de uma editora brasileira, que solicitou à Vera Duarte um livro que falasse de Cabo Verde de um ponto de vista mais literário”.

O projeto começou a ganhar relevo a “partir de 2013”, altura em que Susana chega ao arquipélago, “começa a deslocar-se pelas ilhas circundantes”, “a capturar fotos” e a fazer pesquisa”, dando ínicio a um projeto a “quatro mãos” que reúne a visão de duas gerações diferentes sobre o mesmo arquipelago. Vera Duarte nasceu e cresceu em Cabo Verde, enquanto Susana Duarte, uma filha da Diáspora, fez grande parte do seu percurso em Portugal.

Para Susana Duarte “a ideia de escrever este Roteiro Sentimental de Cabo Verde sempre foi ir mais além do que o simples “guia turístico”, interessava também  mostrar “a história, cultura, costumes e desenvolvimento” das suas gentes, numa forma de “escrita simples e acessível”. Ao olhar para o trabalho feito, as autoras não podiam sentir-se mais felizes, uma vez que “o resultado final acabou por ser um livro com um toque pessoal, a quatro mãos, com várias personagens imprescindíveis”.

A autora refere ainda que “num futuro próximo” o objetivo passa por levar a obra em itinerância pelo Brasil e Portugal, mas também chegar a outras ilhas de Cabo Verde como a ilha de São Vicente e do Sal, visto que seria um contributo importante para o turismo, se a obra alcançasse várias latitudes e fosse traduzida para inglês e francês. Era ainda de salutar que o livro pudesse “chegar às escolas e abrir os horizontes dos estudantes cabo-verdianos sobre a realidade do seu arquipélago, uma vez que é tão difícil conhecer todas as ilhas por questões económicas e de disponibilidade de transportes”.

As escritoras lançam o mote para que outras “pessoas continuem a escrever sobre Cabo Verde e “as suas histórias orais!”

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