África Subsaariana | Cultura

Selous: Reserva de caça africana património da humanidade

É maior que a Suíça e tem uma das maiores populações de elefantes da África, tem mais leões do que qualquer outra reserva de caça e é um dos ecossistemas mais diversos do planeta. Poucas pessoas fora da Tanzânia já ouviram falar da reserva de caça Selous. Um novo livro do fotógrafo americano Robert J. Ross tem imagens escolhidas a partir de mais de 100 mil tiradas ao longo de quatro anos: ‘Selous em África: Um longo caminho de qualquer lugar’, capta a fauna, a flora e as paisagens únicas deste lugar classificado como património mundial da UNESCO.

O livro de Ross é também um alerta para o aumento dramático da caça furtiva e de outras ameaças a este ecossistema. Entre 2009 e 2013, os anos em que Ross trabalhou no seu projeto editorial, 25 mil elefantes foram mortos – cerca de dois terços da população da reserva. “É uma diminuição dramática e trágica”, diz. “Os rinocerontes também praticamente desapareceram e é pouco provável que, sem um grande programa de reintrodução, seja possível recuperar a população de elefantes e rinocerontes”.

O património mundial de Selous é a nossa herança comum”, disse Kishore Rao, ex-chefe do Centro de Património Mundial da UNESCO no prefácio do livro de Ross. “Não podemos deixar Selous morrer, é nossa responsabilidade comum salvá-lo. Juntos, podemos fazer isso acontecer.”

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