World Press Photo volta à Maia pela 18ª vez.

As fotografias vencedoras do World Press Photo de 2017 encontram-se em exposição no Fórum da Maia até dia 02 de Dezembro. Será uma oportunidade para ver o mundo pelas lentes dos mais aclamados fotógrafos e documentaristas mundiais. Estiveram a concurso cerca de 4548 fotógrafos de 125 países, com 73.044 imagens, mas apenas 16% das fotografias recebidas provinham de mulheres. Para o futuro, a curadora do evento, Carla-Evelyn Vlaun, apela a uma maior participação feminina.

A World Press Foundation está sediada na Holanda e desde 1955 tem trazido às audiências de todo o mundo o que de melhor se faz no fotojornalismo, obedecendo a critérios de seleção das imagens a concurso que são escolhidas no início de cada ano por um júri independente.

A curadora fez alusão ao difícil ano que se viveu em 2017 devido às constantes ameaças à liberdade de imprensa e livre expressão, mas ressalva que a mostra é muito mais do que um murro no estômago e notícias duras, há também “uma enorme resiliência de pessoas e indivíduos anónimos que ao enfrentarem imensos desafios lutam sempre para suplantar as adversidades e construir um novo amanhã.”

Os 42 fotógrafos da exposição, oriundos de 22 países, levam-nos a uma viagem surpreendente  por diversos hemisférios e latitudes, dando relevo às mais diversas temáticas. Este ano é dado particular enfoque à relação do homem com o meio ambiente e as transformções que daí advém.

Exemplo disso é a extraordinária série de fotografias de Jonah M. Kessel, cinematógrafo, que retrata os coletores do lixo em Nova Iorque, a cidade que mais lixo produz no mundo. De Nova Iorque viramos o foco para a Nigéria através da lente de Adam Ferguson, fotojornalista australiano, que retrata as jovens estudantes nigerianas vitimas de Boko Haram, e, de novo,  embarcamos rumo a Zenzibar pela mão da documentarista norte Americana, Anna Boyiazis – uma das cinco mulheres presente na exposição- e da sua envolvente série fotográfica pondo em evidência os esforços das jovens das aldeias no norte do Zimbabué que desafiam as leis islâmicas do país e aprendem a nadar agarradas a bidons de plástico.

Há ainda o impactante retrato do grande rinoceronte branco do sul, vendado e drogado, a caminho do parque de Okavonko, no Bostwana, onde se espera que fique a salvo dos ataques dos caçadores furtivos, um trabalho realizado pelo conservacionista Neil Aldrige, até que chegamos à última parede da sala, lugar onde se encontra o retrato do jovem José Victor Salazar que foge de uma Venezuela em chamas. Esta imagem do fotojornalista venezuelano, Ronaldo Schemidt, alcançou o galardão máximo da competição “pela cor impressionante da fotografia, do movimento que transmite, mas também pelo conjunto de pequenos pormenores que convida a uma observação mais atenta por parte dos visitantes,” refere a curadora.

O presidente da Câmara da Maia, António Silva Tiago, congratula-se pela cidade receber mais uma vez a edição da World Press Photo prestando homenagem ao trabalho dos fotojornalistas “que arriscam a vida diariamente para nos mostrarem a brutalidade do mundo.”

 

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