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Fissura de vários quilómetros no Quénia indica a separação do Corno de África do resto do continente

Uma fissura com vários quilómetros de comprimento, cerca de 15 metros de profundidade e mais de 20 de largura, começou a formar-se no sudoeste do Quénia, originando o que a comunidade científica preconiza que venha a ser a divisão do continente em dois, com a separação do Corno de África.

As chuvas que ocorrem há várias semanas na região da aldeia de Mai Mahiu, no sudoeste do Quénia, a 50 km da capital, Nairobi, tornaram mais evidente a enorme fissura que está ligada a uma falha tectônica conhecida como Vale do Rift, ou Vale da Grande Fenda, na África Ocidental. Segundo os geólogos, esse é um sinal de que, daqui a dezenas de milhões de anos, a África pode ser separada em duas.

“As fendas são o estágio inicial da fratura continental e, se bem-sucedida, pode levar à formação de uma nova bacia oceânica”, explicou  a pesquisadora Lucia Perez Diaz, da Universidade de Londres. “Um exemplo na Terra de onde este fenómeno aconteceu é o oceano Atlântico Sul, que resultou na separação da África da América do Sul há 138 milhões de anos”.

O aumento das fissuras é um processo muito lento, calculando-se que o movimento das placas nessa região ocorre com velocidade de 2,5 a 5 centímetros por ano. Ou seja, devem passar milhões de anos antes que a rachadura se torne tão grande que a água do oceano a inundará por completo.

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