Investigadores da Universidade de Coimbra desenvolvem sistema inovador para monitorização de plantações de milho

Uma equipa de investigadores do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) está a desenvolver um sistema inovador para monitorização de plantações de milho com vista à deteção precoce de anomalias nesta cultura.

O projeto GreenBotics, que combina robótica e agricultura de precisão, vem responder a uma série de desafios relacionados com a aplicação de novas tecnologias na monitorização precisa de plantações de milho. 

Assim, «pretende criar um sistema baseado em inferência probabilística espácio-temporal de múltiplas modalidades, assente em técnicas de aprendizagem computacional, robótica de campo, drones, deteção remota (satélites) e fusão sensorial», começa por explicar Cristiano Premebida, investigador do ISR e professor do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) da FCTUC.

A criação deste sistema, continua o responsável pelo projeto, «irá possibilitar a deteção precoce de anomalias em plantações de milho permitindo conter e controlar os malefícios numa fase em que estes ainda representem um impacto diminuto em termos económicos e ambientais».

De acordo com o docente do DEEC, a equipa do projeto, encontra-se focada no desenvolvimento de uma nova técnica de calibração de modelos do tipo deep learning, no sentido de obter uma maior fiabilidade dos modelos e quantificação da incerteza em aplicações relacionadas com o processamento de imagens multiespectrais recolhidas com drones ou satélites.

Portanto, o GreenBotics prevê a utilização de «técnicas como redes neuronais convulsionais, mecanismos de atenção, para além da inferência probabilística, calibração de modelos profundos e processamento de informação multimodal. Em termos tecnológicos, temos utilizado câmaras multiespectrais, drone, robótica, rede de sensores, automatização de máquinas agrícolas, imagens de satélite», conclui Cristiano Premebida.

Este projeto, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), conta com a participação de 18 investigadores de várias instituições, nomeadamente do ISR, do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores de Coimbra (INESC Coimbra), da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), do Centro de Estudos de Recursos Naturais – Ambiente e Sociedade (CERNAS) e do Spotlite (Aetha, Lda).

Tem ainda como entidades parceiras a Direção Regional da Agricultura e Pescas do Centro, Universidade de Loughborough (Reino Unido) e CNRS/GeorgiaTech Lorraine (França).

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