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Cientistas utilizam Inteligência Artificial para rastrear mosquitos transmissores de doenças

Os cientistas criaram um método que utiliza Inteligência Artificial para mapear a atividade da espécie Aedes aegypti, o chamado mosquito da Febre Amarela, que é o principal vetor de transmissão de vírus que causam dengue, chikungunya e Zika.

“Estamos entusiasmados com esta abordagem, que usa um algoritmo que nos permite superar algumas das restrições dos modelos espaciais clássicos”, refere Saarman, cientista do Centro de Ecologia dos EUA. “Esta abordagem combina as vantagens de uma estrutura de inteligência artificial e um processo de otimização interativo que integra dados genéticos e ambientais.”

“Usando o nosso modelo e imagens de satélite fornecidas pela NASA, podemos combinar esses dados espaciais com os dados genéticos que já recolhemos para detalhar o movimento muito específico dos mosquitos”, diz Saarman. “Por exemplo, os dados revelam a atração destes mosquitos por redes de transporte humano, indicando que atividades como viveiros de plantas estão inadvertidamente a transportar esses insetos para novas áreas.”

Estas informações são particularmente importantes porque “os mosquitos estão a desenvolver resistência aos pesticidas que consideramos seguros para o meio ambiente. Isso cria um desafio que só pode ser resolvido com mais informações sobre onde vivem os mosquitos e como se movimentam.”

“Esperamos que as ferramentas que estamos a desenvolver possam ajudar a identificar métodos eficazes de manter as populações de mosquitos pequenas o suficiente para evitar a transmissão de doenças”, disse Saarman.

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