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Pfizer afirma que a vacina Covid-19 é 90% eficaz contra o vírus

A gigante farmacêutica Pfizer anunciou que a sua vacina Covid-19 evitou com sucesso 90% das infeções em comparação com um placebo, um resultado mais positivo do que os especialistas esperavam.

A análise é baseada em 94 casos de infeção pelo SARS-CoV-2, o vírus causador do Covid-19, tanto no grupo vacinado quanto no grupo placebo. Os especialistas estabeleceram um limite mínimo de 60% de eficácia para vacinas a serem consideradas para autorização ou aprovação de emergência. O ensaio da empresa incluiu dados de 38.955 do total de 43.538 voluntários que se inscreveram.

A Pfizer é a primeira empresa a divulgar resultados da sua vacina Covid-19, parte de uma análise provisória planeada por um conselho independente de monitorização de segurança de dados que está a analisar todas as vacinas candidatas de diferentes empresas que estão a ser testadas em pessoas. A informação representa resultados recolhidos sete dias após o segundo regime de duas doses da Pfizer.

A Pfizer, que desenvolveu e testou a sua vacina com a empresa alemã BioNTech, informou em comunicado que continuará a seguir as pessoas que participaram no estudo por mais algumas semanas, até meados de novembro, quando todos os participantes terão sido acompanhados por pelo menos dois meses. Esse é o prazo que a Food and Drug Administration está a exigir para as vacinas Covid-19 antes de considerá-las para autorização ou aprovação de emergência.

Material genético mRNA

Os resultados representam uma vitória não só para a saúde pública, mas também para a ciência. A vacina das empresas é baseada numa nova tecnologia que depende de um material genético conhecido como mRNA. Nenhuma vacina baseada em mRNA recebeu aprovação do FDA ainda, embora várias estejam a ser testadas para outras doenças. Os resultados são uma prova dos benefícios da plataforma – o uso de mRNA acelera o desenvolvimento de uma vacina, pois o processo não requer o cultivo de grandes quantidades de vírus.

Em vez disso, os produtores de vacinas precisaram apenas da sequência genética do SARS-CoV-2, que ficou disponível em janeiro, para começar a construir uma vacina. Outras empresas, incluindo a Moderna, com sede em Massachusetts, e a gigante das vacinas Sanofi, também estão a testar as vacinas de mRNA Covid-19.

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