Cultura | Vida

Ministra da Cultura lamenta a morte de Henrique Espírito Santo, figura incontornável do Cinema Novo Português

A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, lamenta profundamente a morte do cineclubista, produtor, ator e militante antifascista Henrique Espírito Santo (1932-2020), uma figura incontornável do Cinema Novo Português.

Natural de Queluz, Sintra, Henrique Espírito Santo iniciou, em 1966, o seu percurso profissional com o realizador José Fonseca e Costa na produtora de filmes publicitários e documentais Unifilme. Em 1972, na qualidade de diretor de produção, integrou o Centro Português de Cinema que foi um marco importante na história do cinema novo português. Na sequência deste movimento e em 1974, Henrique Espírito Santo foi um dos sócios fundadores da Cooperativa Cinequanon.

Integrou ainda o Núcleo de Produção do Instituto Português de Cinema, extinto em 1975, tendo posteriormente fundado a produtora de Cinema Prole Filme, a qual se manteve ativa até ao ano 2000.

Na filmografia de Henrique Espírito Santo destaca-se o seu papel de produtor e diretor de produção de alguns dos filmes mais importantes da cinematografia nacional, entre os quais “A Promessa” de António de Macedo selecionado para o Festival de Cannes em 1973, “Jaime” de António Reis, “Benilde ou a Virgem Mãe” e “Amor de Perdição” de Manoel de Oliveira. É de salientar ainda a sua valiosa colaboração com os mais diversos realizadores, como sejam Luís Filipe Rocha, José Álvaro Morais, Jorge Silva Melo, João Mário Grilo, Alberto Seixas Santos, Miguel Gomes, entre outros.

O seu nome ficará profundamente enraizado no seio das mais diversas gerações pela sua ação apaixonada no desenvolvimento do movimento cineclubista em Portugal, desde os anos 60. A sua faceta como crítico de cinema, divulgador e professor foi igualmente importante para a divulgação da arte cinematográfica.

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo