Vida

Para além da “saudade” há mais duas palavras em português impossíveis de traduzir

Um estudo levado a cabo por Tim Lomas, da Universidade de Londres, e publicado no Jornal de Psicologia Positiva, revela um conjunto de palavras que não têm tradução em nenhuma língua.

O facto de não haver tradução deve-se a que estas palavras sejam usadas apenas no país ou cultura de origem, referem-se a ações, sensações ou sentimentos muito específicos, muitas vezes relacionados com a própria cultura local.

Nesse grupo de palavras, à palavra portuguesa “saudade” juntam-se outras duas: “desenrascanço” (capacidade de solucionar problemas ou resolver dificuldades rapidamente e sem grandes meios) e “desbundar” (perder o controlo e divertir-se euforicamente)

As restantes plavras estão espalhadas um pouco por todo o mundo:

– “mbuki-mvuki”: língua bangu, falada na Nigéria e no Congo, que significa ter uma vontade de tirar peças de roupa enquanto se dança.
– “gigil”: língua filipina, significa vontade de beliscar ou abraçar alguém de quem se gosta com muita força.
– “uitwaaien”, holândes, palavra usada para definir um passeio ao ar livre para desanuviar.
– “shinrin-yoku”,japonês, representa, num sentido literal ou figurativo, um “banho na floresta”.
– “natsukashii” japonês, é uma saudade do passado, assente em memórias felizes.
– “wabi-sabi”: japonês, representa a “sublimidade escura e desolada” centrada na transitoriedade e imperfeição da beleza.
– “tarab”: árabe, refere-se a um estado de excitação ou encantamento causado pela música.
– “yuan bei”: em chinês expressa um estado de completa realização pessoal.
– “iktsuarpok”: língua inuíte, falada nas regiões árticas do Canadá, do Alasca e da Gronelândia, quer dizer o sentimento de antecipação quando se espera por alguém.
– “sehnsucht”: em alemão serve para expressar um desejo muito forte por outro tipo de realizações na vida, mesmo que sejam inatingíveis.
– “dadirri”: australiano aborígene, refere-se ao ato de ouvir, num estado espiritual reflexivo e de respeito.
– “pinentagyú”: húngaro, define as pessoas que têm um “cérebro relaxado”, geralmente associado a um sentido de humor sofisticado.
– “sukha”: sânscrito da índia, é o estado de felicidade duradouro e genuíno que perdura, sejam quais foram as circunstâncias.
– “orenda”: hurão, língua indígena da América do Norte, esta palavra representa a capacidade humana de mudar o mundo contra todas as forças. Refere-se, por exemplo, à fé.

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